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Violino é um blog com dicas, técnicas e curiosidades sobre o mundo do violino voltado ao público iniciante no instrumento.

Eu, Tiago Cox, moro em Belo Horizonte e sou músico profissional. Sou professor de violino, arranjador, compositor, toco em orquestras, cerimônias de casamento e eventos em geral.

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    Postado por: Tiago Cox Data: sexta-feira, fevereiro 06, 2015 / comentário : 0

    Corda, em um instrumento musical Cordofone (ou “de corda”), é a parte produtora de som. Ao vibrar-se, produz uma onda sonora, sendo ela friccionada transversalmente por um arco, como nos violinos, violas e violoncelos, pinçada, guitarras, violões e cavaquinhos ou até mesmo percurtida, como em pianos.




    Muitos já ouviram falar de como eram feitas, acabando então, incrédulos de tal formação: tripas animais, normalmente carneiro, e não de gato, como muitos acreditam. As cordas de tripa são famosas por possuírem um som mais “quente”, ricos em sons com overtones complexos, demorando mais à vibração do som quando friccionadas. Tal método deixou de ser usado por maioria das empresas, sendo substituídos por materiais sintéticos, ou mais baratos, mas as cordas de tripa ainda existem atualmente, porém nem todas são feitas totalmente com o material. Em algumas a tripa é posta apenas no núcleo da corda, que é revestida de algum outro material (aço, alumínio...). 



    Vídeo mostrando o processo de fabricação das cordas de tripa para violino:    





    Meio bizarro o uso de tripas animais, não é mesmo? Além disso, tais cordas desafinavam muito fácil e possuem um preço elevado. Sendo assim, diversas empresas migraram para o uso de aço, alumínio, prata, titânio (a mais utilizada atualmente) e, até mesmo ouro ou prata (revestimento), para sua formação. Sendo elas fios simples ou cabos compostos com fibras enroladas em um núcleo, são fixadas de ponta a ponta no instrumento, para que possam vibrar livremente, sem encostar umas nas outras. Para afiná-las, utilizam-se as cravelhas, que controlam a tensão aplicada em cada uma das cordas.    


    Fugindo um pouco desse método tradicional, o pesquisador japonês Shigeyoshi Osaki, da Faculdade de Medicina de Nara, no Japão, fez uma descoberta pra lá de interessante: compôs um conjunto de cordas para violino utilizando teias de aranhas fêmeas, da espécie Nephila Maculata. Segundo o pesquisador, as cordas não são tão resistentes, porém suportam maior tensão do que as cordas tradicionais. Os músicos que utilizaram, disseram que as cordas possuem um timbre mais suave. Os preços das cordas não foram divulgados, mas o material utilizado pode ser um grande fator no preço das cordas.          
      

    Professor Shigeyoshi Osaki e aranha Nephila Maculata
    Professor Shigeyoshi Osaki e aranha Nephila Maculata
    Fonte: Le Point


    Enfim, não existe um padrão, um modelo “correto” de corda. Isso varia de violinista para violinista, cada um com a sua necessidade e gosto, porém, as mais conhecidas são: Thomastik Infeld Vienna (Dominant’s e Vision), Pirastro (EvahPirazzi, Obligato, Eudoxa, Oliv e Tonica), D'Addario ( Helicore, Zyex e Pro Arte) e Larsen  (Tzigane, Standard e Virtuoso). Então pesquisem, busquem ajuda e aproveitem seu instrumento!



    Por:

    Amanda Teodoro

    Gabriel Luciano

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